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DB® _TERCEIRO DIA_ De volta ao Mato Grosso do Sul
14 de Junho de 2016 - 18h48min
 

 Diário de Bordo_ TERCEIRO DIA_ De volta ao Mato Grosso do Sul


Depois de ter teclado varias vezes com o casal, já estávamos sonhando juntos e já me via realizando o sonho deles. Na maioria das vezes, a celebração começa a acontecer na minha cabeça a partir do momento em que sintonizo com o casal, que entro na história deles, que conversamos sobre o seu sonho ou mesmo visito o seu site, o que é muito útil atualmente e facilita em muito o trabalho do profissional de celebração. Acontece que quando foi mencionado o detalhe do fuso horário é que nos demos conta de que alguns bons quilômetros de distância nos separavam  da realização deste sonho e que então alguns outros obstáculos ainda precisavam ser superados,  entre eles a distancia a partir de minha base, Florianópolis-SC,  ate o local onde sonharam, Campo Grande-MS, e, neste momento  a postura do profissional será um detalhe extremamente importante para que um sonho seja viabilizado. Um casamento não se faz sem muito esforço, sem que o casal, muito mais do que seus pais, nos dias atuais, tenham empreendido muita dedicação, tempo e, é claro, muito investimento e se o profissional não levar isso em consideração e trabalhar de todas as formas possíveis para viabilizar este acontecimento, pode ele mesmo, ser o fator de insucesso, uma vez que com o advento da internet, o planeta ficou globalizado e, casais de qualquer lugar do planeta podem sonhar ter o trabalho de qualquer profissional em qualquer lugar e nós temos que cooperar para que isso aconteça, e foi assim que aconteceu. De imediato ocorrida a concretização das negociações, e as digitalizações dos contratos enviadas, chegaram os bilhetes e, meu voo para Campo Grande- MS, estava marcado, sendo que ao mesmo tempo que me alegrava com o casal por que tudo deu certo, meu coração se alegrava de poder voltar mais uma vez ao território sul-mato-grossense e rever sua gente simples e gentil. De porta-terno e mochila preparada, embarquei em FLN para VCP com conexão para CGR, cumprindo o meu ritual de viagens, de roupa leve e confortável, chinelos, uma blusinha para dentro do avião, levando sempre dois volumes que posso carregar comigo sem ter que despachar e é claro, meu DIARIO DE BORDO. Em plena estação das chuvas no Mato Grosso do Sul, não preciso dizer que o sonho da noiva em casar no gramado foi literalmente por agua abaixo, por que além de ter chovido a semana toda, embora tenha desembarcado em Campo Grande com tempo bom, não demorou em que a chuva voltasse o que por um lado deixou as coisas bem claras e definidas, ou seja,  teria que ser o plano B, e, como disse a própria noiva, ela já tinha chorado tudo que deu durante a  semana, talvez tanto quanto a chuva, mas hoje, no dia do casamento, já estava mais conformada. No Hotel, no horário combinado, a Van veio nos buscar, juntamente com alguns dos convidados de fora que também ali se hospedaram, e já na ida para um dos muitos sítios e recantos para eventos espalhados pela região de Campo Grande-MS, percebemos os estragos que a chuva havia feito nas estradas e, percebemos que  já estava tudo muito alagado, e ali, neste momento, fiquei com medo que conseguíssemos ir e talvez não retornar tal o volume d’água. Do meu ponto de vista, apesar do medo, estava aliviado ao pensar que o casamento aconteceria, mesmo sabendo, que se tratava do plano B e que, a noiva, tenha chorado muito por conta desta mesma chuva que, agora, ameaçava nosso retorno. Passado este momento, tendo chegado ao local, já entrei na atmosfera da celebração e, nem mesmo todas estas intempéries conseguiram me tirar da missão e do que havia vindo ao MS para realizar, ou seja, um sonho acalentado por muito tempo, do qual passei a fazer parte a partir do momento em que teclamos a primeira vez e, passamos a construir nossa celebração, em todos os seus detalhes, desde os mais simples até os mais complexos. Porém não é assim tão simples, pois além da cerimônia e de todos os detalhes ainda tinha o meu voo de volta que aconteceria as 05:00h, levado pela mesma Van que retornaria os convidados para o hotel, e então, ficar na recepção, tornou-se algo necessário, e, que reservava surpresas, pois não costumo ficar nos eventos,  isto como  uma regra a ser seguida à risca em todos os eventos, sem privilégios, pois minha postura é bem clara,  no sentido de esclarecer que minha modalidade de serviço envolve uma relação profissional e não religiosa, por exemplo, sendo assim,  portanto, não estão diante de uma “Autoridade”, mas de um prestador de serviço, o que deveria ser suficiente, mas não é, pois apesar de tudo, para eles trata-se de um carinho,  querer que o Celebrante do casamento,  tenha um lugar de destaque em sua recepção e, como precisaria ficar um pouco mais por conta do voo, acabei por  ter que assumir este papel. Estava eu sentado à mesa juntamente com os pais, mesa esta, que era constante alvo de todos, principalmente dos parentes (família), que vinham, ora para contar algo, ou cumprimentar, elogiar e, às vezes, não nesta ocasião, reclamar de algo, pois como dizia minha mãe, “parente é mais quente!”, no caso em questão pude participar de histórias e bate-papos incríveis que envolveram desde detalhes mais aprofundados da história do casal até histórias de onça e inclusive vídeos em que a “pintada”, ou aprontava alguma ou era aprontada pelos corajosos de plantão que enfrentavam a bixa em suas incursões pelas fazendas a procura de algum novilho ou carneiro para alimentar-se. Em um dos vídeos me apresentado por um tio que é policial militar da ambiental o mesmo apresentava-se a poucos metros da “pintada”, numa estratégia muito usada pelos nativos de puxar um pedaço de carne na ponta de uma corda e ir trazendo a dita para cada vez mais perto para ser filmada e fotografada, só em vídeo é de arrepiar ver a danada ali vivinha e tão perto, enfim só isso completaria a aventura de volta ao Mato Grosso do Sul, porém ainda teríamos a continuidade da chuva que me obrigou a pedir para o rapaz da Van sair mais cedo por conta do medo de que as estradas inundassem e me impedissem de chegar ao aeroporto a tempo do retorno. Enfim, deixava o MS que adoro, com um sentimento de medo em relação a quantidade de chuva que não dava tregua, mesclado com a alegria do retorno e a costumeira sensação de dever cumprido com o prazer enorme de mais uma vez viajar por esta terra maravilhosa brasilis, que amo tanto, e, por conta disto, acabamos por chegarmos muito cedo ao Aeroporto Internacional de Campo Grande- CGR, o que me fez chegar também cedo no Tom Jobim e protagonizar uma outra história, bem legal, pois  acontece que toda a vez que chego no Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro, o Tom Jobim fico com aquela expectativa louca de que vou encontrar alguma celebridade e ao colocar o pé no aeroporto, coloco o meu Iphone em modo alerta, na câmera, pronto para a self, o que me frustrou deveras, talvez, não pelo fato de não ter encontrado alguém, mas talvez por minha ignorância em relação as novas celebridades que habitam os nossos aeroportos, pois do dia para a noite surgem youtubers, vlogers e outros “ers”, com milhões de seguidores. Enfim, chegou o horário de embarcar para Floripa, sem uma self com celebridades, pelo menos as que conheço, mas feliz por poder realizar um sonho de casamento, de ter voltado ao MS que tanto adoro e, estar retornando pra minha Floripa, que tanto amo, e, ter podido escrever mais um dia em meu Diário de Bordo.

 


  

® Extremamente inquieto, José Ferraz Celebrante, traz da infância a incrível sensação de voar durante os sonhos e na atualidade transformou seus voos em realidades criativas. Entre os projetos que trabalha estão o e-book Casamento Todo Dia, recentemente transformado em livro, a CelebranteRadio, a CelebranteTv, o App O Casamenteiro, a CelebranteCast, e agora com o seu DIÁRIO DE BORDO DE CELEBRAÇÃO,  mais um canal de comunicação com as ideias deste visionário que ainda voa através da criatividade inventiva  

 

 

 
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